Beatos
Maria di Gesù (Lopez de Rivas)
Biografia
Nasceu em Tartanedo, em uma família abastada. Perdeu o pai aos quatro anos de idade e viu-se herdeira de um considerável patrimônio. Em 1577, estando viva a reformadora Teresa de Jesus, entrou no mosteiro das carmelitas descalças de Toledo.
Viveu no mosteiro de Toledo pelo resto da vida, com exceção de um breve período em que participou da fundação de um Carmelo teresiano em Cuerva. A princípio, exerceu funções humildes, mas depois foi nomeada mestra das noviças e subpriora.
Foi eleita priora, mas, por causa de acusações feitas contra ela diante do visitador por uma Irmã – Catarina da Assunção – movida pela inveja, foi deposta em 1600. Em 1619, após dezenove anos de cruel e feroz perseguição, Irmã Catarina se reconciliou com Maria de Jesus e morreu serenamente. Assim, em 1620 foi reconhecida a inocência de Maria de Jesus e esta foi reeleita por unanimidade em 1624.
Os últimos dez anos de sua vida foram marcados pela enfermidade. Morreu aos oitenta anos, em 13 de setembro de 1640.
A cerimônia de beatificação aconteceu em 14 de novembro de 1976.
Processo
- As normas canónicas relativas ao procedimento a seguir nas Causas dos Santos estão contidas na Constituição Apostólica Divinus Perfectionis Magister, promulgada por João Paulo II em 25 de janeiro de 1983 (AAS LXXV, 1983, 349-355).
- Para iniciar uma Causa, é necessário que tenham passado pelo menos cinco anos desde a morte do candidato. Isto permite maior equilíbrio e objetividade na avaliação do caso e deixa assentar as emoções do momento. Entre os fiéis deve estar claramente estabelecida a convicção acerca da sua santidade (fama sanctitatis) e da eficácia da sua intercessão junto do Senhor (fama signorum).


